“O Globo” e “Estadão” tentam convencer trabalhadores a suicídio coletivo de direitos

Em um fatídico dia de 1.979, na Guiana Francesa, o persuasivo líder Jim Jones convenceu 918 pessoas a cometer suicídio coletivo. Anos depois, em 1.997, um novo guru acabou conduzindo 39 membros da seita americana “Portal do Céu” a fazer a mesma coisa. Da mesma forma, em Uganda, no ano 2.000, centenas de pessoas também se suicidaram, em massa, coletivamente, crentes de que esse era o “caminho da salvação” para suas vidas.

Essas tragédias nos provam que, por meio da palavra, o ser humano pode ser convencido de qualquer coisa. Os jornais O Globo e o Estadão parecem saber muito bem disso. Estão tentando convencer os trabalhadores de que a salvação do Brasil é o fim dos direitos dos próprios trabalhadores. “A sua salvação é a sua degola”.

Nos últimos dias, esses jornalões têm publicado, de forma orquestrada, uma série de ataques aos direitos sociais, em discurso alinhado com entidades como a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, que dias atrás defendeu a jornada de 80 horas semanais. Vendem a mentira de que a salvação dos empregos passa pela eliminação de conquistas históricas consagradas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela terceirização de todos os postos de trabalho.

Omitem vergonhosamente o fato de que entre os anos de 2003 a 2012, o Brasil cresceu muito bem e multiplicou seu PIB sem mexer uma vírgula nos direitos trabalhistas e na CLT, superando, inclusive, uma crise mundial sem sofrer grandes abalos internos.

Estaríamos despreocupados, não fosse a história real dos suicídios coletivos, não fosse o fato de que regimes totalitários nefastos como o facismo e o nazismo terem avançado com amplo apoio popular, em suas épocas. Não é o caso. A história nos mostra que é preciso ficar atento. Denunciar a mentira, por mais absurda e inacreditável que ela seja, impedindo que ela venha a “se tornar verdade” por meio da repetição exaustiva – conhecida técnica do marketing nazista.

Por isso, repudiamos e denunciamos a tentativa dos jornalões de tentar obter apoio de trabalhadores na destruição dos seus próprios direitos. Vamos, cada vez mais, nos unir e assumir à frente desse processo de resistência contra tentativa perversa dos barões da mídia, da indústria e dos bancos de atentar contra os trabalhadores. Nosso repúdio a esse comportamento deplorável da mídia e a sua proposta de suicídio coletivo dos direitos trabalhistas! Vamos para a ação! Vamos para a luta! Suicídio coletivo dos direitos trabalhistas, não!

Sérgio Butka

Presidente da Força Paraná